A versão de Léo Ferré pode ser vista e ouvida aqui.
Sobre as palavras com que Léo Ferré introduz a canção, quando afirma que Verlaine escreveu esta poesia "à intenção de Rimbaud", há que esclarecer que Ferré se confundiu; o poema é "uma oferta de amor, uma homenagem respeituosa destinada a fazer as pazes com Mathilde, uma declaração de amor cheia de desejo e um rogo a que ela não o rejeite e aceite a reconciliação", conforme descrito na análise comparativa anterior.
E já que falamos de Verlaine, será apropriado apresentar outro dos seus poemas, também dos meus preferidos:
VI de Sagesse
Le ciel est, par-dessus le toit
Si bleu, si calme!
Un arbre, par dessus le toit,
Berce sa palme.
La cloche, dans le ciel qu'on voit,
Doucement tinte.
Un oiseau sur l'arbre qu'ou voit
Chante sa plainte.
Mon Dieu, mon Dieu, la vie est là
Simple et tranquille.
Cette paisible rumeur-là
Vien de la ville.
Qu'as-tu fait, ô toi que voilà
Pleurant sans cesse,
Dis, qu'as-tu fait, toi que voilà
De ta jeunesse?

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