domingo, 29 de abril de 2018

Der Lindenbaum (A tília) - W. Müller

Afinal não resisti a dar um lugar ao Lied de Schubert Der Lindenbaum (A Tília). O poema, da autoria de W. Müller, é lindíssimo e o ambiente poético vai mais além, na minha opinião, do que o de A Truta. A música de Schubert também é maravilhosa. Não encontrei uma tradução da letra que me satisfizesse e tive de introduzir algumas alterações numa tradução brasileira. Já soube este poema de cor, mas agora não sou capaz de o recitar inteiramente sem consultar uma cábula.

Der Lindenbaum – W. Müller

Am Brunnen vor dem Tore,
da steht ein Lindenbaum;
ich träumt’ in seinem Schatten
so manchen süssen Traum.

Ich schnitt in seine Rinde
so manches liebe Wort;
es zog in Freud’ und Leide
zu ihm mich immer fort.

Ich musst’ auch heute wandern
vorbei in tiefer Nacht,
da hab’ ich noch im Dunkel
die Augen zugemacht.

Und seine Zweige rauschten,
als riefen sie mir zu:
“Komm her zu mir, Geselle,
hier find’st du deine Ruh’!”

Die kalten Winde bliesen
mir grad’ ins Angesicht,
der Hut flog mir vom Kopfe,
ich wendete mich nicht.

Nun bin ich manche Stunde
entfernt von jenem Ort,
und immer hör’ ich’s rauschen:
“Du fändest Ruhe dort!”




Tradução:

A Tília

Junto à fonte diante do portão
Ergue-se uma tília;
Quantos sonhos doces
Sonhei à sua sombra.

No seu tronco gravei
Tantas palavras de amor;
Na dor e na alegria
Para ela sempre me atraiu.

Hoje tive de passar por ela
No meio da noite profunda,
E mesmo na escuridão
Tive que fechar os olhos.

E os seus galhos sussurravam,
Como se me chamassem:
“Chega-te a mim, companheiro,
Aqui encontrarás a tua paz!”

Os ventos frios sopravam
Com força na minha face,
O chapéu voou-me da cabeça,
Mas não me voltei para trás.

Agora estou a muitas horas
De distância daquele lugar
Mas continuo a ouvir o sussurro
“Aqui encontrarás a paz!”

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